O Departamento de Estradas de Rodagem (DER-SP), vinculado à Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil), anunciou, nesta quarta-feira (10), investimentos de R$ 85 milhões destinados a iniciativas sustentáveis, como a aquisição de áreas destinadas à compensação ambiental, plantio compensatório e melhorias nas vias de acesso a cinco comunidades quilombolas do Vale do Ribeira.O anúncio ocorreu no Parque Ecológico do Tietê, em São Paulo, durante a Semana do Meio Ambiente, organizada pela Semil.
O investimento previsto para aquisição de áreas destinadas à compensação ambiental pelo DER-SP soma R$ 59 milhões, valor suficiente para o pleno cumprimento dos Termos de Compromisso de Recuperação Ambiental (TCRAs), firmados com a CETESB.
A iniciativa é necessária para ressarcir a supressão de vegetação nativa e a intervenção em Áreas de Preservação Permanente (APPs) das obras viárias.A criação de um 'banco' de áreas para este fim permitirá agilizar os processos de licenciamento ambiental, trazendo benefícios à população inserida nos diversos contextos das obras.
No Parque Estadual do Rio do Peixe, em Dracena, por exemplo, o plantio compensatório cumpre os TCRAs ao formar uma Unidade de Conservação em 250 hectares de florestas nativas.Com R$ 12,5 milhões investidos, é esperado que a diversidade da flora e fauna aumente assim como a proteção do solo.
O plantio de 500 mil mudas de espécies arbóreas também tem como finalidade a fixação de carbono atmosférico, o que contribui para processos de sustentabilidade e melhoria do clima. Atualmente, a primeira fase do projeto está em execução, com duração de 44 meses, gerando empregos e renda na região.
Já as melhorias nas vias de acesso a comunidades quilombolas no Vale do Ribeira totalizam R$ 227,6 milhões e têm como princípio fundamental a inserção e inclusão social, permitindo o deslocamento seguro e ágil.
Os projetos executivos dos Quilombos Sapatu (2,5 quilômetros de extensão), Praia Grande (12,5 quilômetros), Pedro Cubas e Pedro Cubas de Cima (15 quilômetros) estão em elaboração, enquanto o de Piririca (2,5 quilômetros) já está em processo licitatório.
As obras também trarão impacto econômico ao contemplar o escoamento de produtos ligados às atividades agrícolas, silvícolas e pastoris, assim como de itens artesanais fabricados e comercializados por essas comunidades.